domingo, 8 de janeiro de 2012

Cá entre nós: Eu fiz mais do que o devido, né. Fiz valer a pena por nós dois. E esse foi o erro, te querer mais que o devido; mais que o combinado. Te dei mais do que essa tua alma de moleque conseguia aguentar. Não deveria ter sido isso tudo que fui, para você. Não deveria ter me dado por inteira e, realmente não deveria ter cometido certas coisas com você. — Ainda me pergunto, até em que ponto você era aquilo o que eu via, ou aquilo que eu queria ver em você — Eu deveria sim, ter caído fora enquanto era tempo, enquanto tinha as coisas sobre meu controle. Enquanto não misturava as coisas, enquanto não envolvia os sentimentos. Enquanto você era apenas mais um. Enquanto aquilo não passava de um mero caso. Eu não deveria senti falta, né? O nosso prazo de validade se esgoto. Eu não sei que nome dar para o que tivemos, depois de tudo. Só sei que restaram alguns fragmentos, e eu não sei o que sobro... só sei que alguma coisa restou. E essa coisa não quer ir embora. Sobro uma saudade absurda de você — Das tuas investidas, tuas mão bobas... teu jeito safado e sem vergonha, que logo me fez quer. As besteiras sussurradas ao pé de meu ouvido. Os beijos, os cheiros, as farras, as noites mal dormidas. Aquele cheiro característico, alá Fernando: de tabaco, trident e bebidas que eu tanto adorava e odiava. Até o modo como qual você ria. Ria descaradamente, eu adoro o som da tua risada. É tão gostosa — um vazio... incomodo. É engraçado como isso tudo dói e de como sinto a tua falta. Não era só um caso? Umas noitadas? Uns momentos? Penso, repenso e trepenso em você e aí fodo com tudo outra vez. Porque diabos não sai de mim? Porque raios insiste em me perseguir por pensamentos? Já não terminamos tudo, então... Vai embora. Não visto mais minha fantasia de otária, não corro mais atrás de quem não sente a minha falta, não choro por filhos da puta que se esfregando com vagabundas por ai. Não faço mais isso, me aposentei dessa função. Mas assim mesmo, sabendo de todos os teus pós e contras, sinto vontade de te ter, mais uma vez. E pior, é que eu gosto. Gosto desse teu jeito torto e todo errado. Todo esfarrapado, sem se importar no que os outros estão pensam. Esse teu jeito meio filho da puta. A forma falha como você tenta me fazer rir, e de como acaba conseguindo[...] Eu queria te encontrar. Queria não gostar tanto dos teus defeitos, queria não me acostumar com teus erros. Queria ficar longe... distante, sebe; bem distante. Para não correr o risco de me viciar ainda mais, e me entregar logo para ti. Assim... de mão beijada.

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