sábado, 11 de fevereiro de 2012

E eu te deixe ir, não sei como, mas deixe. Acho que me encontrava em estado de anestesia, eu só via e ouvia, não sentia absolutamente nada. Poderiam soltar fogos de artifícios ou bombinhas ao meu lado, no meu ouvido pra ser mais precisa e mesmo assim não sentiria o estrondo, ouviria sim, mais como um eco afastado. Então de nada pudi fazer, apenas fiquei ali, sentada aguarrada as minhas pernas te observando. Eu vi você pegar as malas em cima do guarda-roupa e joga-la no chão. Vi você procurara as pressas as tuas roupas, teus livros, teus pinceis... os meus quadros que você fez para mim, eu vi você pegar tudo o que pudia me fazer lembrar de você naquele pequeno apartamento. Eu vi a pressa no teu olhar, naquelas esmeraldas que eu tanto amava. Eu vi o desleixo com que jogava as nossas coisas a procura das tuas. Eu vi você reclamar por aquilo está uma bagunça e não conseguir achar nada. Eu vi a tua ânsia, oras passava a mão no cabelo, oras esfregava pelo o rosto. Eu ouvia os teus passos ecoados indo e vindo sobre o carpete revestido de madeira. Pude perceber que você tinha acabo, pois tinha parado e me olhado, pela a primeira vez depois daquela discussão. E você me olhou, olhou daquela forma que fazia nos tempos que nos conhecemos, me medindo com o olhar, guardando todas para si todas as formas, as minhas formas. — Lembrei-me do dia que te perguntei o do porque você me encarava daquela forma e você dize-me que era para me guardar nas tuas memorias                                                                                                                    .

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