domingo, 12 de fevereiro de 2012

Não moço, você não pode entrar aqui. Esta percebendo essa bagunça? Você não encontra nada aqui dentro e é bem capaz de se perder por aqui. Ver como estar tudo fora do lugar? Vê o caos que isso se encontra? Esta vendo aquela dor ali, sim a dor, sim ela é visível, você mesmo a ver... então, ela nunca fez parte daquela moradia. E não por ser proibida, como o senhor é, é que ela simplesmente não sabia como entrar ali, não vai motivos substancias para que entrar e se abrigar por ali. Ele não sabe como administra-la, quer dizer, ele não sabe como recebe-la. Esse tipo de visitante sempre passava longe, muito longe desse lugar. E vê como ele se encontra agora? Sozinho, frio, duro e impenetrável. Não moço, isso não é culpa dele. Eu estava com ele o tempo inteiro e te digo; não foi culpa dele. Ele nada vez, a não ser amar um outro que não soube corresponde-lo. Foi a ausência que o deixou assim, foi ela e o teu egoísmo insano e doloroso em não querer dividir. E a solidão junto, essa que tanto quis como tanto fez, para que foste a tua companhia, enquanto o pequeno almeja por outra. E o abandono, ah, esse arrasou o pobre coitado. Acho eu, que foi ele quem deu o checkmate. Ele que dirigiu a ultima cena do ultimo ato. Então não, esta vetada a entrada a este lugar moço. Por enquanto é assim. Nada de visitantes, de entra e sai. Absolutamente nada, esta terminantemente proibido. Ele esta de regime a amores mal-resolvidos, tá? Deixe-o quieto, na dele. Ele não faz mal algum do jeito que se encontra. Ele vai se recuperar. Deixe estar... Ele já passou por muita coisas, coisas ruins moço. Ele é frágil, sabia? Ele não aguentara por muito tempo não, desse jeito não. Ele se faz de forte, mas se esquece que pertence a mim. A uma moça que diz ter coração fraco.

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