Eu gosto de falar, de estar certa, de quem entende o que eu digo; de quem escuta o que eu penso. Dos meus gostos, os meus discos, os meus livros, as minhas músicas. Dos Stones, do Rock Natural, da minha solidão tumultuada.
Não sei viver sem as minhas maquiagens, o meu quarto bagunçado, minha internet, meus amigos. Gosto do meu umbigo, das minhas unhas cor de carmim ou azul, do meu cabelo liso e escorrido. Sou apaixonada pelo o meu corpo. — Tenho uma quedinha pela a minha bunda e o meu sorriso — Não abro mão da minha hora do soninho, dos meus toddynhos e muito menos os meus desenhos animados na manha de sábado.
A minha cara de menina ingenua diz muito pouco sobre mim e adoro quando as pessoas tiram conclusões baseando-se nela, e que logo depois quebram a cara. Possuo varias formas indefinidas, muitos lados sem espaços, labirintos sem fim. Convenhamos que sou esquisita. Não me defina, não venha reclamar se a forma que você possuí de mim, é desagradável, ou até mesmo brutal. Não me cobre por aquilo que você não merece. Não me sorria com a intenção de ganhar favores. Não sei sorrir por conveniência, não gosto porque todos estão gostando.
Gosto de gente que sabe ser gente e que me ensina a ser gente, que me faz crescer e que ajuda a aumente o meu conhecimento. Não suporto ficar mais de dois segundos perto de gente burra e que não sabe mentir direito.
Prefiro noites em claro e dias em branco, de chuva e de sol, do preto e branco. Sou o meio termo em pessoa e isso chega a ser irônico, pois não suporto meios termos. — "Sou um desses livros complicados, com capítulos chatos e enrolados. Com 500 paginas e mesmo com tantas explicações, quando chega ao ponto final, você ainda não me entende e ao menos me compreendi." —
Eu quero mais é ser exatamente assim, do jeito que eu sou. Amando quem mereça ser amado, ou quem sabe tentando amar quem tem de ser amado. Quero mais é que os outros possam compreender, ou pelo menos tentem entender que eu sou assim. Nunca amei ninguém por completo, não sei e nem devo explicar o porque desse fato. Mas querer eu sempre quis, mas nem sempre o que se almeja se tem... Eu faço exatamente o que eu quero, sou impulsiva. Eu não penso e muito menos pergunto, eu sinto. Ajo com o coração, mas muitas vezes uso a razão.
Eu guardo as minhas rejeições em vidrinhos rotulados com o nome deles. Para que no futuro quando sentir essas mesmas fragrâncias pelo o ar, possa me preparar e me prevenir. Eu sou mole demais por dentro pra deixar que todo mundo veja, eu deixo pra quem eu acho que pode comigo. Ninguém sabe, mas eu tenho coração de moça.
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